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Influenciadores digitais LGBTQIA+: Conversa com Carol Alves

Sabe quando você conversa com uma pessoa e é tão bom que no final fica aquela vontade de guardar ela em um potinho? Ficamos com essa sensação depois de terminar nosso bate-papo com a Carol Alves, do canal Apt 202. Esse encontro foi proporcionado pelo Mosaico de Conversas e vai puxar você para uma reflexão sobre a inclusão de conteúdos LGBTQIA+ no mercado de marketing de influência. Siga lendo e confira tudo que rolou. Quando a comunidade é lembrada De forma técnica, para uma marca, incluir na pauta de conteúdo publicações que mostram as experiências da jornada de compra de integrantes do movimento LGBTQIA+ (também pesquisado por LGBT ou LGBTQ) é positivo em diversos aspectos, entre eles, potencializa o poder de: conversão, alcance, integração e principalmente, vendas. Estas são vantagens que podem ser colhidas durante os 365 dias do ano. Contudo, a realidade do contato com influenciadores digitais para participação de campanhas publicitárias normalmente acontece de forma mais ativa e frequente somente no mês de junho, por conta do Mês da Diversidade. Na nossa conversa, a Carol Alves respondeu o questionamento sobre o tema e vale a pena a reflexão. Alô marcas, attention please! “Fizemos algumas coisas fora de junho, mas sem dúvida, a maior parte do tempo a gente não é procurada por marcas. Quando é, costuma ser perto do meio do ano” CAROL ALVES, YOUTUBER DO CANAL APTO 202 “Fizemos algumas coisas fora de junho, mas sem dúvida, a maior parte do tempo a gente não é procurada por marcas. Quando é, costuma ser perto do meio do ano” relatou. Ela também contou como são as abordagens que recebe “Chega aquelas propostas super indecentes, que cara, esse é o nosso mês e vem sempre uma marca falando `vocês não querem fazer é 1 milhão de stories e postar e fazer um vídeo? em troca eu vou mandar um brinde!”, desabafa a influenciadora digital. Vale lembrar que na Mosaico temos sangue de Sherlock Holmes e sabemos quais são as empresas que mostram apoio a comunidade de forma perene, viu? Para incentivar a mudança de posicionamento, trouxemos dados que indicam que o movimento é pesquisado anualmente, em todas as regiões do país. Não tem desculpa, confira! Isso mostra que além dos aspectos técnicos, as marcas precisam considerar as variáveis humanas em sua comunicação, realizando a inclusão de lésbicas, gays, bissexuais, trans, queers, intersexos e assexuais durante todo o ano. Criação de conteúdo com humor Nosso bate-papo com a Carol rendeu muito! Conseguimos entender o ponto de vista dela sobre a parceria com marcas, sobre a procura do mercado por influenciadoras lésbicas e principalmente, foi inspirador entender bem de pertinho como surgiu a ideia de se tornar uma criadora de conteúdo. Mais que amigas, friends, ela, Jullie Nogueira e Fernanda Sicuro sempre tiveram em comum o bom humor e seus colegas sempre comentavam que juntas, elas deveriam gravar alguma coisa para publicar na internet. Carol menciona que trocou muitas figurinhas com as meninas sobre suas inspirações “A gente começou a falar muito das referências que a gente tinha, isso era algo que a gente falava sempre! Tipo, minha adolescência era a Ellen DeGeneres …” entre uma conversa e outra a influenciadora conta que a decisão de criar conteúdo foi natural “A gente falou “Cara! A gente pode ser uma referência pra uma galera que tá vindo aí”, relata. Com o tempo, as creators foram desenvolvendo o conteúdo do seu canal e aprendendo com cada resultado. Carol relata que às vezes há necessidade de criar vídeos individuais, pois elas possuem personalidades muito diferentes, contudo, o carro-chefe continua sendo os vídeos em grupo. “A gente entendeu que o nosso principal conteúdo é o que a gente cria junto, então a gente faz roteiro, pensa no tema e tal (…) o grosso do vídeo ele acontece enquanto o vídeo está sendo gravado.”, menciona com um super bom humor para o Mosaico de Conversas. Para quem está começando, rolou até uma inspiração para planejar seu conteúdo. Anota no caderninho, a Carol disse que“Claro que a gente pensa vídeo, pega referência, pensa tema e tal, mas no geral a gente tem um tema maior e vai dividindo em tópicos do que a gente não pode esquecer, mas a maior parte do vídeo sempre é a gente debatendo aquilo com o nosso jeito de conversar”. Autenticidade é tuuuuuudo, né non? <3 Comunidade lésbica representada com sucesso! Ser lésbica não é uma personalidade, é uma orientação sexual. Dentro do canal Apt 202 que Carol Alves faz parte, é discutido muitos temas que podem ajudar e desmistificar comportamentos da comunidade lésbica. É um espaço onde as meninas podem se sentir livres para tirar dúvidas e debater assuntos importantes. Contudo, como cada influenciadora possui um estilo próprio, acabam surgindo sub-assuntos que agregam ainda mais no conteúdo do canal. Carol comenta que “A Fernanda tem um perfil que é muito de gamer. Eu tenho um perfil que é uma coisa que é muito mais blogueira, que eu gosto de umas coisas mais tipo, maquiagem, decoração. A  Julie já é muito conectada com música”  e essa diversidade acaba trazendo mais conteúdos diferentes para o canal. Podemos adicionar aqui um player de vídeo incorporado no post do blog, trazendo um conteúdo das gurias para que quem esteja lendo o conteúdo, já consiga conhecer e entender como funciona o material delas.  Um dos vídeos produzidos pelo Canal APTO 202 durante a quarentena O que é o Mosaico de Conversas? O Mosaico de Conversas é um conteúdo editorial exclusivo da agência Mosaico. A proposta é criar um bate-papo com influenciadores digitais, especialistas e profissionais do mercado de comunicação, com ênfase em marketing de influência. Em comemoração ao mês do orgulho LGBTQIA+, o CEO da agência, Yheuriet Kalil, está conversando semanalmente com representantes de cada sigla para buscar entender mais a fundo como anda a inclusão de cada gênero em campanhas publicitárias. A diversidade, as cores, as pessoas e a conexão estão presentes no nosso DNA, por isso, o movimento está vivo em cada detalhe da nossa história. Não podíamos deixar de homenageá-lo com muita informação, certo?! Você pode conferir a conversa que tivemos na íntegra com a super creator Carol Alves na íntegra ao acessar o conteúdo diretamente no nosso IGTV (aproveita

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Raphael Dumaresq e Victor Hugo: Influenciadores e a visibilidade do universo Queer e Assexual

Estar dentro de realities shows podem ser o sonho de muita gente, contudo, poucos entendem o impacto de estar em evidência na mídia, principalmente se você fizer parte do universo LGBTQIA+, e pertencer a siglas não muito conhecidas dentro do movimento. No Mosaico de Conversas que fecha nossa maratona em homenagem ao mês do orgulho LGBT, tivemos o prazer de receber os influenciadores digitais Victor Hugo e Raphael Dumaresq. Siga lendo e confira como foi nossa conversa. Queer: Entenda o significado da sigla com Dumaresq.O significado da expressão Queer está em mutação e em busca de um futuro cheio de representatividade, já que no passado o seu uso era feito de forma pejorativa, como se fosse uma maneira de chamar outra pessoa de “esquisita” ou “estranha”. Adotado e ressignificado pela comunidade LGBTQIA+, o termo Queer ganhou espaço e um leque muito grande de significados. Pode se encaixar dentro da expressão, pessoas que, por exemplo: Não seja heterossexual, nem se sinta representado pelas outras siglas; Trabalhe com expressão política, ajudando ou sendo ONGS e grupos ativistas; Pessoas que fogem de normativas e não se encaixam em padrões vigentes; Se sentir abraçado pelo conceito livre da frase “ser o que quiser”.   Basicamente, ser Queer é pertencer a comunidade mas sem priorizar uma letra ao invés de outra. Nosso super entrevistado, Raphael Dumaresq, ex-participante do reality The Circle Brasil, afirma que “O conceito Queer é você se auto reconhecer, é você se auto representar e respeitar que você é quem você é, o indivíduo que você é”. O influenciador digital também complementa ao explicar que em teoria, o termo Queer fala muito sobre gostos bem particulares, de jeitos de ser e agir muito individuais e únicos, que não precisam seguir padrões heteronormativos. Em resumo, ele explica: “Não precisa seguir padrões ou se encaixar, o queer é muito fluído mesmo, ele vai e ele é. É mais sobre o que ele é.”, relata. Uma pessoa Queer não precisa se identificar como tal, basta sentir-se daquela forma. Essa questão vai muito além da identidade de gênero e orientação sexual, e abre um espaço bem importante para o autoconhecimento. Dumaresq, que também é produtor cultural, DJ, performer e colunista, falou sobre a procura por entender quem somos: “a primeira angústia da vida é “Eu não sei o que eu sou” a gente começa a procurar sabendo o que a gente quer ser, aí vem a questão da profissão, a questão do relacionamento, vem diversas questões. Até que ponto a pergunta “Quem você é? “ou a resposta de “Quem eu sou?”, é necessária para a gente ser, apenas ser, sabe?”, afirma o produtor natural de Natal, Rio Grande do Norte. Precisamos normalizar a assexualização: com a voz, Victor HugoEm um país hipersexualizado como o Brasil, ser assexual é sofrer o dobro de preconceito. Entender que é possível amar sem sentir prazer sexual, desejar um corpo ou mandar um famoso “nudes” pode ser visto como uma coisa anormal. Essa questão faz com que certas pessoas preconceituosas considerem os representantes dessa sigla pessoas doentes – o que nos leva a anos e anos de recessão quando o assunto é representatividade da comunidade LGBTQIA+. Victor Hugo, roteirista, psicólogo e ex-participante do BBB 20 soltou o verbo e contou na nossa conversa o que é ter uma personalidade assexual e também como ele sofreu os impactos de assumir quem era dentro da casa mais vigiada do Brasil. O influenciador conta os pontos positivos de ser assexual. “Significa que você é uma pessoa muito desenrolada, que você é uma pessoa muito feliz, muito alegre sozinha, mas não necessariamente que você passará a vida inteira sozinha. Você também pode encontrar um grande amor e ser muito feliz junto, então é muito legal.”, relata Victor que também aborda que, sobre ser assexual, a única coisa negativa é o preconceito e a falta de entendimento da maior parte das pessoas que o amor pode não estar baseado no sexo.  Ser assexual, então, é não (ou ter muito pouca) atração sexual. Nosso super ex-BBB, simpático e cheio de energia, Victor Hugo conta que infelizmente, mesmo dentro do movimento, o orgulho ACE (como os assexuais costumam se identificar) é algo muito solitário, já que dentro da comunidade ainda existe certa estranheza devido a sua orientação. O criador de conteúdo relata “Enquanto todo mundo festeja, o quanto é legal viver a liberdade de ser quem é, quando chega a data do Orgulho LGBT, a gente se sente muito mais triste, porque a gente ainda não consegue comemorar. Muitas vezes as próprias pessoas da comunidade LGBT achavam que eu era gay, que eu era enrustido e que eu não queria dizer que eu era gay dentro da casa, por ter achado que eu tinha me apaixonado.”. Victor Hugo fala que por conta da falta de entendimento ou dos haters, sentiu-se prejudicado dentro do reality por ter demonstrado sua orientação. “O discurso do assexual é sempre visto como uma mentira e não é só comigo que aconteceu. As pessoas me olhavam lá na casa e falavam ‘Mentira, isso não é verdade. Ele é falso’”, desabafa.  Um novo universo: a criação de conteúdo como um trabalho Agora, influenciadores digitais, Dumaresq e Victor Hugo estão em busca de oportunidades para darem mais voz às suas siglas e também para aproveitarem a chance que ganharam com tanta visibilidade graças aos realities The Circle Brasil e Big Brother Brasil. Com a pandemia do corona vírus, eles sentem falta do calor humano que o reconhecimento poderia oferecer: como abraços, um maior contato com seus seguidores e muito amor espalhado. Já super ciente dos desejos e do comportamento do seu público, Dumaresq conta como está sendo a aproximação das marcas com ele: “Tem muita marca chegando para mim porque elas me querem mesmo, ‘Dumaresq eu gosto do seu perfil. Eu gosto de tudo o que você fala, pra quem você fala. Eu acho que a nossa marca tem tudo a ver com você’. Eu gosto de fazer trabalhos assim, principalmente quando a marca tem tudo a ver. Não adianta eu chegar aqui

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Uma aula sobre transgeneridade com Bielo Pereira e Tarso Brant

Influenciadores digitais tem o potencial de inspirar muitas pessoas. Contudo, nesse bate-papo que tivemos através do Mosaico de Conversa fomos mais do que inspirados, e sim, educados por Bielo Pereira e Tarso Brant. Ouvimos sobre representatividade, entendemos o significado de bigênere e intersexo, além de também falarmos sobre marketing de influência envolvendo criadores de conteúdo transgêneros. Siga lendo e fique por dentro de tudo que rolou. E se quiser acompanhar na íntegra o vídeo completo, acesse o IGTV da Mosaico. Bielo Pereira: gorde, ativista, prete, interssex e depois da live, professore Se só de ouvir a Bielo a gente já se sente energizado positivamente, imagina poder bater um papo com essa militante, dona e representante da sensatez? Saímos renovados da conversa, e tivemos o prazer de ouvir uma super explicação vinda da criadora de conteúdo sobre o significado de intersexo e transgeneridade, que aliás, é essencial você saber. Então, fica atento nas próximas palavras deste artigo. “A pessoa interssex não é só essa pessoa que nasceu com as duas gônadas. É também a pessoa que tem o desenvolvimento do corpo (…) digamos assim, híbrido. O que é mais uma comprovação (…) que o gênero é um ideal que a gente cria né.”, explica a creator e também apresentadora do Coisa Boa Para Você, do GNT. Bielo também explica que a sexualidade não é auto designada, e sim, uma condição pré-existente dentro de cada um de nós. Ouvir a influenciadora é um convite para entendermos melhor quem somos de verdade e avaliar a forma como nos apresentamos ao mundo, afinal, todos estamos livres para ser quem quisermos ser. A creator seguiu o bate-papo e foi fundo na sua explicação sobre o que é transsexualidade, para não deixar nenhuma dúvida. Ela diz que todo o conflito começa na hora de precisar se auto designar. “Isso normalmente acontece na adolescência, mas pode ser antes ou depois. A pessoa começa a ver que ela não faz parte daquele gênero que a família escolheu, que a família pré designou.” explica a influenciadora digital. Ao falar sobre as suas escolhas, Bielo conta “Eu me considero dos dois, eu sou uma pessoa bigênero, eu sou uma pessoa que é homem e mulher o tempo todo, independente da imagem social que eu esteja aparentando.”, relata enquanto nós, aprendemos e batemos palma. <3 O mês do orgulho LGBTQIA+ vai muito além da Parada LGBT O mês do orgulho é conhecido e ganhou notoriedade com o avanço e disseminação de Paradas LGBTs em todo o país, sendo a maior delas realizada em São Paulo, capital. Muitas marcas colocavam seus esforços de marketing dentro desse evento para se mostrarem abertas à diversidade. Contudo, estar de portas abertas vai muito além disso. Para ser uma marca livre de preconceitos contra o movimento LGBTQIA+, é preciso criar um relacionamento perene com os integrantes da sigla, incluindo-os em campanhas durante todo o ano. “Eu não vejo pessoas intersexuais fazendo campanhas, mesmo em junho, eu não vejo esse lado sendo representado. Muitas marcas vem falar comigo pela questão de eu ser uma pessoa trans, então eles falam comigo muito mais por conta disso, porque eles entendem melhor a coisa da transexualidade, mesmo eu falando que eu sou bigênere e interssex”, explica Bielo. Junto do nosso bate-papo, estava o modelo e influenciador, Tarso Brant que tem uma super história para contar sobre a sua transição e processo de descobrimento. Ao questionado sobre um recado que passaria para as marcas que ainda tem receio de trabalhar com transsexuais, Tarso Brant foi bem assertivo. “Elas estão perdendo tanto comercialmente, quanto em questão do conceito mesmo. Que o conceito do transgênero é algo que traz uma transgressão de barreiras, traz uma mudança implícita dentro de cada pessoa. Então a representatividade que um transgênero tem dentro de uma marca, ela não se compara com a de qualquer outra pessoa. A sensação de um transgênero na vida é única, eu tive a oportunidade, o prazer e a honra de viver duas existências em uma só vida. Quero utilizar do meu conhecimento para ajudar as pessoas da forma como eu não fui ajudado no início.”, desabafa o influenciador digital, que também é ator e modelo.  Profissão: Influenciadores digitais. Porque essa escolha? Não se nasce influenciador digital, torna-se. Assim como muitas outras escolhas em suas vidas, Tarso e Bielo optaram por abrir suas redes sociais para falar sobre suas transformações, militando e ajudando outras pessoas semelhantes a eles. Tarso conta que o começo de tudo para ele foi natural e cresceu de forma tão orgânica que o fez questionar sobre suas responsabilidades ao falar sobre qualquer assunto com mais cuidado. “Eu estava no meu processo de me entender, de compreensão comigo mesmo e quando eu percebi que o que eu falava afetava uma sociedade toda, eu falei caramba, calma,  como é que eu vou utilizar isso tanto a meu favor quanto para algumas pessoas que estão aqui se inspirando em mim. “, relata. O influenciador conta que falava sobre assuntos pessoais, até que viu seu crescimento nas redes e – com uma maturidade já desenvolvida – optou por desenvolver conteúdos que fossem além da sua rotina e sim, que pudessem ajudar outras pessoas. Fazendo a criação de posts mais direcionados e pensados para os seus seguidores. Conversando sobre os formatos e as redes sociais favoritas, Bielo conta que adora o Instagram e de lá não sai tão cedo. “No meu coração é a minha preferida, por onde eu comecei, por onde eu acho que eu ainda vou ficar um bom tempo, e eu gosto muito de produzir foto, que está morrendo infelizmente. Quero começar a produzir mais vídeos pro feed, porque a gente sabe que o que mais performa agora é vídeo. Gosto muito de produzir foto para o feed, e stories pra mim é vida.”, relata cheia de energia. Bate-bola com Mosaico Em todos os nossos Mosaicos de Conversas, temos um momento especial onde os influenciadores são questionados sobre algo e precisam responder com a primeira coisa que lhes vem na cabeça. Separamos as

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Klébio Damas e Katú Mirim falam sobre a visibilidade bissexual.

O Mosaico de Conversas procurou influenciadores digitais bissexuais para abordar com mais detalhes o universo de criação de conteúdo para a sigla. Em recente e inédita pesquisa da agência, foi possível mapear que a parcela de creators bi ativos no mercado de influência é em torno de 15,1% e nossos convidados, Klébio Damas e Katú Mirim detalharam melhor seu processo de trabalho para a gente. Vamos conferir? Sair do armário com um público já construído Klébio Damas começou a ganhar destaque como criador de conteúdo através da literatura. Em 2014, ele criou seu canal no YouTube para poder discutir sobre os livros que lia com outras pessoas e a partir desse momento, foi ganhando seguidores e admiradores. O influenciador digital construiu uma comunidade muito grande (chamados carinhosamente de Gnomos) que garante sempre um grande engajamento no perfil dele e em seu canal Mundo Paralelo. É um público muito ativo, que admira o posicionamento de Klebio e está junto do creator em todas as suas mudanças, apoiando-o fortemente. Com o tempo, o criador de conteúdo foi diversificando seus assuntos e também crescendo junto, até que chegou a hora de assumir sua bissexualidade com o público em geral. Klébio conta que este processo foi bem gradual, já que recebeu muitos comentários de pessoas que mencionaram já saber e outras que realmente ficaram surpresas com a declaração. “A galera estava mais aberta a isso, então não tive um grande problema. Eu acho que o maior problema mesmo, na questão de conteúdo, foi eu mudar o assunto do que eu falava”, relata. Ponte para a visibilidade indígena  Mãe, moradora da periferia e rapper, Katú diz que seu conteúdo surgiu justamente pela falta de conteúdo. “Então vamos dizer que eu fui obrigada a ser influencer. Eu fui obrigada a criar um conteúdo porque as pessoas me traziam tantas pergunta que eu falei ‘Caramba, eu preciso criar uma página pra falar só dos artistas indígenas, da arte indígena contemporânea e tradicional’, para quando a pessoa vir até mim eu falar ‘Siga essa página’”, relata. Bissexual e indígena, a influenciadora encontrou um vácuo de informações sobre o tema e a partir daí, criou canais para unir esta comunidade que não conseguia se encontrar anteriormente. Como possui uma filha, entende de forma mais profunda os impactos da influência do mundo em uma pessoa. Por isso, por conversar com um nicho bem específico, Katú toma muito cuidado com tudo que publica e menciona que para ela, o trabalho de influenciadora digital não tem muito glamour e sim, grandes responsabilidades. Katú Mirim conta que suas redes sociais são espaços para unificar o coletivo e para dar voz aos seus principais posicionamentos. Contudo, a creator também mostra uma preocupação na produção de conteúdo importante a ser destacada, ela diz “Então se eu sei que tem pessoas influenciadas por mim, eu tenho que ficar o tempo todo, ‘Aí, não posso falar isso, eu não posso fazer aquilo’ e eu não tenho vida, não é glamouroso isso.” O ponto de vista da criadora de conteúdo é extremamente profissional, já que ela pondera perfeitamente tudo que pode ser dito nas suas redes. Além disso, ela complementa “Às vezes, eu gostaria de ir no meu instagram e fazer um babado, fazer uma coisa louca e você não pode, então pra mim não tem glamour nenhum.”. Sobre ser bissexual no Brasil Katú e Klébio possuem visões semelhantes sobre ser bissexual ou ser pertencente ao movimento LGBTQIA+ no Brasil hoje, ambos acreditam que é uma luta diária que requer muita resistência. Klébio menciona que pode facilmente ser invisibilizado “Quando você está no meio hétero, por exemplo, se eu estou tendo um relacionamento hétero, eu – Klébio – no caso sou um homem cis, ficando com a menina, as pessoas me tratam como hétero, se eu ficar com menino me chamam como gay e você fica nessa coisa ali”, relata. Katú conta que dentro do próprio movimento LGBTQIA+ falta um pouco de respeito e compreensão entre as siglas. Ela menciona que assim que se assumiu bissexual, ouvia muitas piadinhas. “Eu lembro que as pessoas falavam `Você é libriana, libriano não sabe o que quer`”, relata.  Segundo recente pesquisa realizada pela Mosaico, somente o número de influenciadores digitais bissexuais representa 15,1% de todo o universo da sigla LGBTQIA+ no país, logo, é mais do que o momento de falar sobre pluralidade e respeito com outras orientações sexuais e gêneros.  Momento bate-bola com os entrevistados Um dos momentos mais esperados da entrevista são as perguntas bate-bola, onde o influenciador deve responder rapidamente, com a primeira palavra que lhe vem à mente. Klébio e Katú entraram no clima. Siga lendo e confira as principais respostas deles: Com Klébio DamasMosaico: Ser influente é?Klébio: Ser responsável. Acho que ser responsável. Entender qual é o trabalho, o que você está fazendo na internet. Ser influente e influenciador vai muito além do seguidor, como o público te enxerga.  Mosaico: Meu Mundo Paralelo é aquele quê…?Klébio:  Meu mundo paralelo é aquele que está sempre numa boa. É porque eu acho que eu, Klébio, tenho muito uma vibe de “para mim tudo bem“, não tudo bem em relação ao conforto. Eu não sou uma pessoa que gosta de falar mal dos outros, eu não gosto de gente tóxica, eu não gosto de nada que é tóxico, então eu fico “Gente ,tá tudo bem. Tá tudo bem sempre“, sabe. Mosaico: Meu próximo passo como creator de sucesso será…?Klébio:  Meu próximo passo é começar a mostrar ainda mais minha vida, sabe. Como eu falei aqui no começo, eu tenho muito essa questão de trazer o entretenimento para as pessoas. Eu gosto de divertir, eu não me acho um humorista.. Eu acho que as pessoas se entretêm, elas saem da realidade um pouquinho e vão consumir algum conteúdo. E hoje em dia eu quero muito mostrar quem eu sou de verdade. Eu acho que nesse período, eu fiquei muito trazendo informação e tal, e agora eu estou em um período que eu quero que as pessoas conheçam 100% do Klébio. Com Katú

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A influência traz grandes responsabilidades: uma conversa com Murilo Araújo, gay, preto e cristão.

O marketing de influência dá origem a muitas oportunidades. Para nós, da Mosaico, uma das mais bacanas foi poder bater este papo com o Murilo Araújo, responsável pelo canal Muro Pequeno. Gay, preto, cristão, ativista e dono de um coração gigante, você pode conferir a entrevista completa e se inspirar com sua jornada na íntegra acessando o nosso IGTV. Siga lendo e confira os principais tópicos da nossa conversa. Geração de conteúdo: construir pautas a serem discutidas Influenciadores digitais se destacam por muitos aspectos: carisma, estilo de vida, alto astral, e no caso do Murilo, todas as opções anteriores mais o poder de levantar as bandeiras que acredita. O creator sabe que grandes números de seguidores vem acompanhado de grandes responsabilidades e por isso utiliza o seu espaço para se posicionar sobre tudo aquilo que acredita. “Eu comecei o canal porque eu não conseguia guardar as minhas ideias só para mim, foi essa minha descoberta” COMENTA MURILO. Ele começou seu canal em outubro de 2015 e se sente muito orgulhoso de poder fazer parte de uma geração de criadores de conteúdo que levanta discussões bacanas e enriquecedoras para a sociedade. Murilo menciona que naquele ano, o youtube viu muitos canais explodirem abordando temas ligados à diversidade, pluralidade e direitos humanos, o que o torna muito feliz de fazer parte disso “foi muito enriquecedor para minha vida. Mesmo.  Assim, para além do meu trabalho”, confessa para o Mosaico de Conversas. A homossexualidade e a religião A religião está conectada a cultura de um local. É comum que muitos cidadãos procurem em sua fé uma forma de praticar a solidariedade, de transmitir amor ao próximo e de materializar uma visão de justiça que irá guiar suas ações, transformando-os pessoalmente e socialmente. Contudo, infelizmente, leituras erradas e nubladas dos escritos acabam gerando muitas vezes comportamentos preconceituosos, construindo uma violência estrutural contra membros do movimento LGBTQIA+ que também são cristãos. Murilo é cristão, gay e brinca ao se denominar “Bixa Sagra”. O criador de conteúdo busca quebrar os tabus existentes entre sua religião e sua orientação sexual. “Eu acho que antes de qualquer coisa é importante dizer que o fato de eu ter essa vivência religiosa não significa que eu ignoro, não significa que eu desconsidero, a extrema história de violência que a igreja católica e que o cristianismo de modo estrutural impõe sobre a vida das pessoas LGBT”, menciona Murilo. O influenciador digital tem a religião como um dos tópicos principais dos seus conteúdos e participa de grupos de jovens católicos para promover suporte aqueles que precisam. Em um momento inspirador, Murilo comenta “O momento que eu me senti mais próximo de Deus, mais amado foi o momento que eu entendi que eu era gay e foi um momento tão importante para mim que eu não atribui esse momento há nada mais que a ação do Espírito Santo na minha vida e eu tenho muita fé nisso.”. Conectando-se a pessoas com autenticidade Parte do que torna Murilo um influenciador digital original, é o fato dele não querer esconder nada, ou mentir que leva uma vida diferente da sua. O creator não foi feito para ser colocado em caixinhas, logo, gosta de ter a liberdade da criação do seu conteúdo na palma da mão. “Eu não assumo a posição de ser um youtuber cristão, assim, me colocar nessa caixinha, nesse nicho.” assume Murilo. Contudo, o fato de não se designar um youtuber cristão significa que ele não é somente isso. O creator é isso e muito mais, tendo potencial para levar pautas e expor seu posicionamento dentro do círculo religioso, assim como também no político, no entretenimento e onde se sentir apto a soltar sua voz. Dentro do marketing de conteúdo, é importante se manter atualizado – falando de temas relevantes ao público. É preciso estar em movimento e atualizar a linguagem para poder contemplar um público ainda maior. Esta é a estratégia de Murilo, que sabe que atrai a atenção de um nicho cristão, mas também pode levantar pautas muito significativas para os nichos LGBTQIA+, movimento preto e também para relacionamentos, família e cuidados próprios. Murilo é um influenciador completo, cheio de personalidade e referência em autenticidade para todos.  O que é o Mosaico de Conversas? O Mosaico de Conversas é um conteúdo editorial exclusivo da agência Mosaico. A proposta é criar um bate-papo com influenciadores digitais, especialistas e profissionais do mercado de comunicação, com ênfase em marketing de influência. Se você gostou de conhecer um pouco mais sobre o Murilo, deixe um comentário aqui nesta publicação. Se quer que mais pessoas tenham acesso a este conteúdo, compartilha o link entre sua rede de contatos para que cada vez mais, possamos trazer pautas como essa para você!  Escrito Por: Marcela Barbosa

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