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DADOS, MARKETING DE INFLUÊNCIA, publicidade

Agência Mosaico lança amplo estudo “Creators e Marcas da Diversidade” sobre marketing de influência no Brasil

Pesquisa ouviu influenciadores diversos e revela desafios e potencialidades na Creator Economy: representação LGBTQIAPN+ segue em alta. Setores de Beleza, Higiene e Perfumaria, Vestuário e Acessórios lideram as ativações gerais. Estudo aponta para os riscos da inclusão sazonal versus a autenticidade e a sustentabilidade das marcas ao longo do tempo.

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5 campanhas que trouxeram protagonistas LGBTQIA+

No último mês, vimos uma tentativa na ALESP de tirar pessoas LGBTQIA+ da publicidade. Por isso, trouxemos 5 campanhas inspiradoras que fizeram história colocando a pauta da diversidade em destaque! DIA DOS NAMORADOS – O BOTICÁRIO (2015) Por trazer casais de diferentes orientações sexuais, a campanha “Casais” causou comoção nas redes. Alvo de boicote do público conservador, que tentou um processo pelo CONAR (alegando desrespeito à família), mas foi absolvida e ainda levou o prêmio máximo do EFFIE AWARDS BRASIL 2015. OUTUBRO ROSA – AVON (2015) Também em 2015, a AVON trouxe a cantora Candy Mel como a primeira mulher trans a protagonizar uma campanha de conscientização sobre o câncer de mama. “#EUSOUASSIM”. DORITOS RAINBOW (2017) Para apoiar a 21ª parada LGBT em São Paulo, Doritos criou o salgadinho “Rainbow”, com as cores da bandeira LGBTQIA+. Na compra do kit Rainbow, a renda foi revertida para a Cassa 1 que abriga LGBTQIA+ em situação de risco. A campanha foi protagonizada por diversos influenciadores da comunidade. MEU PRIMEIRO  SUTIÃ – ANTRA (2019) A Madre Mia Filmes recriou o filme “Meu Primeiro Sutiã”. clássico de Washington Olivetto exibido em 1987, para a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). A releitura traz um protagonista trans para abrir uma discussão sobre a violência e o preconceito. DIA DOS PAIS – NATURA (2020) A Natura virou um dos assuntos mais comentados no Twitter após publicar a campanha “#MEUPAIPRESENTRE”, trazendo Thammy Miranda como um dos contratados. Em nota,  a Natura afirmou ao UOL seu posicionamento de que celebrar “Todas as formas de ser homem”. Por Bernardo Remus

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Alesp vota Projeto de Lei que liga LGBTQIA+ à influência inadequada para crianças

Hoje, 20, a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) vota um projeto de lei que visa a proibição de propaganda LGBTQIA+ associadas a crianças em São Paulo. A deputada Marta Costa, responsável pela PL, afirma que propagandas envolvendo LGBTQIA+ e famílias homoafetivas são uma “prática danosa” e influenciam negativamente na formação de jovens e crianças. Se aprovada, a lei proibirá propagandas no estado de São Paulo onde apareçam pessoas LGBTQIA+ e famílias homoafetivas, como as campanhas das marcas: Quem Disse Berenice, O’Boticário e Natura que em sua última campanha de dia dos pais mostrou Thamy Miranda, um homem trans com seu filho. A deputada Erika Malunguinho, líder da oposição ao projeto dentro da Alesp, afirma: “Como apontado por pesquisadoras/es, a estratégia utilizada por setores conservadores tem como objetivo criar um pânico moral em torno das questões de gênero e sexualidade. Isso foi materializado por esse projeto de lei, mas não é inédito, visto que segue a lógica da ‘ideologia de gênero’ e suas distorções discursivas. A retórica utilizada por esses parlamentares reafirma a desumanização  que a população LGBTI+ já é historicamente submetida neste País, induzindo como responsáveis por causar danos éticos e morais às crianças”. Crianças podem ser influenciadas por esse tipo de publicidade? Para o coordenador de Programa Criança e Consumo, Pedro Hartung do Instituto Alana, ONG que defende os direitos da criança, diz que a justificativa da deputada para propor o projeto é “infundada”, tanto na perspectiva dos direitos da criança, quanto na perspectiva democrática e que crianças devem conviver com diversidade para seu desenvolvimento. Lembrando que a publicidade infantil está proibida no Brasil desde 2014, sendo permitidas apenas anúncios direcionados aos pais. Assim, não é lógico relacionar esse tipo de publicidade a “práticas danosas” que podem influenciar crianças. Nós sabemos a importância da visibilidade LGBTQIA+ na mídia e produções culturais para que pessoas queers possam se sentir humanizadas e saberem os seus direitos na sociedade, e não concordamos com essa PL. E é claro que o PL gerou uma grande movimentação nas redes. Pessoas LGBTQIA+ estão postando fotos com crianças e suas famílias com as hashtags #LGBTnãoÉMáInfluencia e #AbaixoPL504. Por Rafaelly Alves

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